quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

DIÁRIO DE AULA

EM BUSCA DE UMA DEFINIÇÃO DE FAMÍLIA


FAMÍLIA, em stritu sensu, é um conjunto de pessoas que possuem algum grau de parentesco entre si. Visto assim o conceito de família é bastante vago e impreciso. Com vistas a melhor operacionalizar a questão se faz necessário melhor defini-la.
                Comecemos pelo começo de tudo: a própria palavra família. Vem do latim famulus que significa “aquele que serve”, isto é, um criado doméstico, um escravo ou um servo. Originariamente o termo famulus designava um conjunto de pessoas que viviam sob um mesmo teto e estavam submetidas à autoridade do chefe da família (pater famílias). Na Roma Antiga o pater famílias era aquele que detinha o maior status familiar. Sob seu domínio (domus) e domicílio (domus) chegava até ter o poder de vida e morte sob seus dominados (pater potestas). Romanamente falando seu poder era tão absoluto que ele podia até vender seus filhos (filii famílias) como escravos.
                Todavia família já existia antes mesmo do Império Romano, por uma questão fundamental: sobrevivência. O ser humano quando nasce é muito frágil e bastante vulnerável, necessitando de um outro ser humano para cuidar dele e atender as suas mínimas necessidades básicas. Devido a condição natural do ser humano de ser um dependente absoluto de alguém, e por um longo período maturacional, somente poderia existir humanidade havendo, portanto, MÃE, ou mais precisamente a função materna (cuidar, nutrir, proteger, agasalhar). Razão pela qual a primeira organização familiar (antropologicamente também chamada de “família natural”) foi a relação Mãe-Filho.
   Mas onde está o pai? Aqui reside uma questão sócio-histórica interessante. Nos primórdios da história do homem o homem pré-histórico (hominídeo) viviam em pequenos grupos (clãs) e suas relações sexuais eram promiscuas, isto é, entre si sem interditos culturais. Se vários machos acasalavam a mesma fêmea, então como saber quem era o pai? Outro aspecto interessante: é bem provável que nossos ancestrais primitivos sequer soubessem associar sexo com reprodução, ou seja, não devia se saber que o macho e a relação sexual geravam filhos na fêmea. O pai, neste aspecto antropológico, embora o macho biologicamente faça parte da reprodução, foi uma construção social. Como assim? O pai é uma figura que se constrói por meio das regras do acasalamento, ao menos primitivamente falando. As regras de acasalamento (casamento), observem, está dissociada do sexo. Não necessita-se casar para se fazer sexo. O casamento surge na história do homem é para legitimar prole, isto é, para legitimar a relação com os filhos e não para legitimar a relação entre um macho e a fêmea. Remeto ao seguinte texto: “Contribuições da antropologia para o estudo da família”, de Cynthia Sarti http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-51771992000100007
     Evidente que desde a pré-história até os tempos atuais muita coisa mudou e vem mudando na humanidade, inclusive as organizações familiares. Na Grécia Antiga, por exemplo, Aristóteles já afirmava que família “é uma comunidade de todos os dias, com a incumbência de atender as necessidades primárias e permanentes do lar”. Até meados do século XVII a predominância do patriarcado era definidor, assim como os casamentos por arranjo e a privacidade era uma coisa bastante rara, afinal se viviam em ambientes estilo galpão onde não havia delimitações, além de se viverem (ao menos a plebe que era a grande maioria da população) muitas famílias sob o mesmo teto. O advento da Modernidade trouxe grandes transformações ao homem ocidental, entre elas a “nuclearização da família”.
       Como foram várias as transformações e funções da família ao longo do tempo, e como espaço aqui é curto, sugiro a leitura do texto contido em http://www.ebah.com.br/content/ABAAABXw8AB/funcoes-transformacoes-familia (“Funções e transformações da família ao longo da história”, de Marlene Simionato e Raquel Gusmão Oliveira).
Família Nuclear
       O processo crescente de industrialização das sociedades ocidentais, bem como o aumento da concentração urbana, levaram a grandes transformações sociais que repercutiram nos contextos familiares. Surge, entre os séculos XVIII e XIX, a chamada família moderna ou família burguesa. A família burguesa (que se consolida no século XIX) é nada mais nada menos que a FAMÍLIA NUCLEAR, ou seja a unidade doméstica composta de pai, mãe e filhos convivendo em uma mesma unidade habitacional. Mas, deixemos a família nuclear para um próximo post. Foquemos agora no conceito de família.

                Como diz Luiz Carlos Osório em seu livro “FAMÍLIA HOJE” (ARTMED), o conceito de família não é um conceito unívoco. Para fins didáticos vamos elencar uma definição de família, deixando desde já claro que se trata apenas de uma definição e não de um conceito definitivo.
                Embora a ONU tenha, latu sensu, em 1984, definido família como “gente com quem se conta”, em termos mais estritos a própria ONU leva em consideração o espaço de domicílio  e entende que a mesma deva ser constituída por meio de relações de parentesco. Considera igualmente família nuclear casal sem filhos. A ONU, no documento  Principles and Recommendations for Population and Housing Censuses, Revision (1998), trata  a pessoa morando sozinha como um domicílio unipessoal e considera a pessoa vivendo só como uma “não-familia”. Entenda-se aqui não-família nuclear. Neste sentido não-família (nuclear) são, por exemplo, pessoas que convivem em um  domicílio multipessoal, mas que não possuem laços de parentesco, bem como domicílios unipessoais.
                Pelo acima exposto domicílio com família nuclear é:
    Casal: (com filhos e sem filhos)
    Pai com filho(s)
    Mãe com filho(s)
                A família é um fenômeno universal. A maneira como as famílias se estruturam, organizam-se e se manifestam é sócio-cultural. A família surge como necessidade de cuidar de prole, inclusive por força biológica, visto que o infante humano não ter condições sozinho de sobrevivência. É por este viés inicial que edificaremos aqui nossa definição, deixando de antemão claro que ela tem uma visão pedifocal, isto é, centrada na criança.
                Sem mais delongas vamos a nossa definição: família é um grupo de pessoas ligadas por laços de parentesco que se incumbe da criação da prole e do atendimento de certas outras necessidades humanas. Por este ângulo e sentido, destaca-se o objetivo primordial da família que é ser responsável por criar, cuidar, proteger, educar e garantir o bom desenvolvimento de suas crianças (criança vem de CRIA, seja enquanto filhote, seja enquanto criação). Segundo Émile Durkheim (considerado um dos pais da Sociologia Moderna), a função da família é social: iniciar o processo de socialização (primária) do indivíduo. Há também outras finalidades na família, tal como a de gerar o sentimento de pertença, ou seja, sentir-se pertencendo a alguém e/ou a um grupo social. Observem que a família tem uma tripla funcionalidade: biológica, psicológica e social.
                 Abaixo algumas frases sobre a ideia de família:. Faça você também a sua


"A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família."

 "Quem não tem mãe, não tem família."

"A família é como a varíola: a gente tem quando criança e fica marcado
para o resto da vida."

"No início, os filhos amam os pais. Depois de um certo tempo, passam a julgá-los. Raramente ou quase nunca os perdoam."

"Observa o teu culto a família e cumpre teus deveres para com teu pai, tua mãe e todos os teus parentes. Educa as crianças e não precisarás castigar os homens."

 "É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado."


 "Pais e filhos não foram feitos para ser amigos. Foram feitos para ser pais e filhos."

 "Amigos são a família que nos permitiram escolher."


Resultado de imagem para quarta feiraContinuemos abaixo com post referente ao assunto da última aula.
Bons estudos, reflexões e saberes...

Joaquim Cesário de Mello


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

DIÁRIO DE AULA: FAMÍLIA NUCLEAR


Lembram da frase de Tolstói (“todas famílias felizes se parecem; as família infelizes são infelizes cada um a sua maneira”)? Pois é, podemos também dizer que todas ideias de família nuclear se parecem (pai/mãe/filho), já as família nucleares são nucleares cada um a sua maneira. Sim, tradicionalmente o que se convencionou chamar de família nuclear é um casal com filho(s), mas venhamos e convenhamos essa concepção não é hoje mais suficiente para dar conta de tantos novos arranjos domésticos advindos de divórcios (às vezes mais de um), recasamentos, meio-irmãos, agregados, etc. É só atentar para o fato de que as famílias monoparentais (com apenas um progenitor) estão em crescimento vertiginoso.
                Em meio a tantas separações conjugais temos o aparecimento dos meio-parentes, tipo ex-tios, novas avós, por exemplo. Já criamos nomenclaturas como “família mosaico” quando os pais separados se casam novamente com outras pessoas e os filhos convivem com estes em novos arranjos de parentesco. Mas seja como for a família nuclear tradicionalmente concebida ainda permeia a idealização das pessoas e da sociedade.
  Seja como for o que denominamos de família nuclear é conceituado como aquela em que duas pessoas adultas formam um casal, têm filhos e habitam sob um mesmo teto. Por isto que a família nuclear é igualmente chamada de família conjugal, ou seja, uma família formada com base na conjugalidade. Agora a questão que se faz é: um casal que não tem filhos ou não quer ter filhos é uma família nuclear? Citamos, em post anterior, que segundo a ONU, através do seu “Principles and Recommendations for Population and Housing Censuses, Revision”, considera-se família, dentro de um mesmo espaço de domicílio, desde que haja duas característica básicas, a saber:

    Mínimo de dois membros;
    Que haja entre os membros relações de parentesco

                Pelo acima exposto a família nuclear tanto pode ser:

                - um casal sem filho(s);
                - um casal com filho(s);
                - pai com filho(s);
                - mãe com filho(s)

 
      Todavia, para fins de nossa disciplina, e com base em nossa definição operacional de família como “grupo de pessoas , ligadas por laços de parentesco, que se incumbe da criação da prole e do atendimento de certas outras necessidades humanas”, focaremos na família nuclear plena e intacta, isto é, casal com filhos.


FAMÍLIA EXTENSA



A família extensa (ora às vezes chamada de família ampliada, ora família consanguínea) é uma estrutura familiar mais ampla que consiste da coabitação em um mesmo sítio doméstico da família nuclear + um ou mais parentes. Por exemplo: moram na mesma casa pais, filhos e avós; ou pais, filhos e noras/genros. Assim, a família extensa é aquela constituída por um número maior de parentesco, como tios, avós, enteados, primos...


O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu artigo 25, parágrafo único, denomina a família extensa ou ampliada como “aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade”. A família extensa é ainda comum em regiões rurais e menos nos grandes centros urbanos onde predomina a família nuclear e a família monoparental.
* * *


Sugestão Bibliográfica: "A Família Contemporânea em Debate", de Maria do Carmo Brant e Carvalho (org.), Editora Cortez.



Joaquim Cesário de Mello



domingo, 18 de fevereiro de 2018

O NARCISISMO SEGUNDO ELE MESMO: UMA INTRODUÇÃO

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Comumente utilizamos a expressão narcisismo de forma pejorativa, principalmente quando queremos dizer que alguém é muito egoísta, vaidoso e com excessivo apreço por si mesmo em detrimento aos outros. Porém ao estudo do psiquismo humano o termo tem conotação e utilidade distintas. E quem deu sentido para tal foi Freud em 1914 quando escreveu "Sobre o Narcisismo: uma Introdução". Texto fundamental ao abrir novas perspectivas sobre o nosso funcionamento mental. Ao espaçar esta nova vereda Freud iniciou o desembrulhar do que é o mais substancial e medular para a constituição do sujeito humano.
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Todos nascemos narcísicos. Todos nascemos narcísicos porque a mente em seu estado primitivo sequer conhece a existência de qualquer coisa que lhe seja externo, isto é, a mente prematura tem a ilusão infantil de que só existe ela e somente ela. Embora um bebê sozinho não exista, como afirmou Winnicott, o bebê ainda não tem a percepção de sua mais completa dependência de seu cuidador (mãe). Sequer podemos falar que nos momentos iniciais do desenvolvimento psíquico haja egocentrismo, afinal, em termos psicodinâmicos, uma estrutura psíquica comparável ao ego inexiste no prelúdio da vida extrauterina. Como diz Freud, o eu não é inato e resulta de novas ações psíquicas. Considere que os instintos sexuais já existem desde o nascimento. O que irá acontecer a uma mente rudimentar em desenvolvimento é que tais instintos têm como objeto o próprio corpo e suas sensações (autoerotismo). É deste autoerotismo que se desenvolve o primeiro passo para a formação de um ego dentro da mente. Nestes termos a libido voltada a si mesma forma uma fase intermediária entre o autoerotismo e um ego capaz de se relacionar com seus objetos. Teoricamente Freud postula é que o psiquismo originariamente investe sua energia sexual (libido) em si próprio, ou mais precisamente no ego iniciante. Assim, o ego é objeto da próprio pulsão psíquica. Como diz Freud, originariamente são dois os objetos sexuais do ser humano: ele mesmo e quem cuida dele. Acontece que quem cuida dele (objeto materno) será uma descoberta psíquica gradual. É como se disséssemos que para a mente quem vem primeiro é ela mesma... e mais ninguém. 
Resultado de imagem para objeto anacliticoOs primeiros objetos sexuais de uma criança são derivados de suas primeiras experiências de satisfação vividas com as pessoas que cuidam dela. As necessidades físicas e pulsionais de um bebê se apoiam neste primeiro tipo de relação, que Freud denominou de relação anaclítica. Anaclítico vem de anaclisia que significa posição horizontal (deitada). Assim sendo, anaclítico diz respeito a forte dependência emocional. Um bebê se relaciona com seu objeto cuidador de maneira anaclítica. E é claro que o objeto cuidador, o primeiro objeto investido de libido, representa a mãe. Por isto a citada afirmação freudiana de que os dois primeiros objetos sexuais do ser humano serem ele mesmo e a pessoa que dele cuida enquanto bebê ele é ou foi.
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Para melhor compreender a questão narcísica primária Freud postula que a energia psíquica inicialmente voltada à própria mente (denominada por ele de "libido de ego") vai se transformar em grande parte em "libido de objeto", isto é, quando o psiquismo começa a perceber a existência do mundo externo e seus objetos e passa a investir libidinalmente neles. Porém isso não significa o abandono do narcisismo, haja vista o narcisismo agora haver se deslocado em direção ao objeto. Expliquemos melhor: a libido inteiramente voltada ao ego dá psicologicamente uma ilusão narcísica de onipotência, completude e perfeição (ego ideal). O ego ideal seria, portanto, a mente se achando possuidora de toda perfeição, idealização e valor. O ego ideal representa psiquicamente a grandiosidade ilimitada do narcisismo primário, ou seja, mesmo em uma mente já amadurecida o ego ideal persiste como uma instância superegóica "herdeira do narcisismo infantil". Vejamos nas palavras do próprio Freud:

"A este eu ideal se consagra o amor ególatra de que na infância era objeto o eu verdadeiro. O narcisismo aparece deslocado sobre este novo eu ideal, adornado, como o infantil, com todas as perfeições. Como sempre no terreno da libido, o homem se demonstra aqui, uma vez mais, incapaz de renunciar a uma satisfação já gozada alguma vez- Não quer renunciar à perfeição de sua infância, e já que não pode mantê-la ante os ensinamentos recebidos durante seu desenvolvimento e ante o despertar de seu próprio juízo, tenta conquistá-la de novo sob a forma do eu ideal. Aquilo que projeta ante si como seu ideal é a substituição do perdido narcisismo de sua infância, no qual era ele mesmo seu próprio ideal".

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O surgimento do amor frente aos objetos exteriores não extingue em nossa mente seu natural narcisismo. O que acontece com o amadurecimento do ego é o seu afastamento do narcisismo primário. A megalomania da vida mental infantil primeva cede espaço frente à realidade e ao princípio de realidade. A magia das ilusões mentais e a onipotência das ideias nunca é de fato totalmente abandonado pelo psiquismo que mesmo em um indivíduo adulto traz consigo o seu ego ideal e ideal de ego. Ambos são legatários mentais do narcisismo genuinamente infantil.

Resultado de imagem para ego ideal e ideal de egoHoje em nossa mente amadurecida reside resíduos daquele ego oceânico dos tempos do narcisismo primário. A isto chamamos de ego ideal. Mas igualmente forma-se na parte superegóica da mente o ideal de ego, sendo este o que herdamos de nossas identificações do período infante em relação às figuras parentais. Lembremos que uma criança não apenas idealiza seus pais, bem como seus pais de alguma forma também idealizam seus filhos pequenos. Assim, enquanto o ego ideal é a imagem psíquica da própria onipotência e perfeição narcísica, o ego ideal é consequência da descoberta mental de que não se é onipotente nem perfeito, com o consequente deslocamento da libido (antes voltada ao próprio eu) para os objetos parentais, agora narcisicamente investidos. Em minhas palavras diria, em resumo, que o ego ideal é a representação psíquica de si mesmo como perfeito, enquanto o ideal de ego é a representação psíquica dos pais (objetos) como perfeitos e que assim se idealiza ser tão perfeitos e onipotentes como os pais. Tanto o ego ideal quanto o ideal de ego estão contidos em lugares ocultos de nossas mentes nos cobrando um ideal narcísico que, infelizmente, o nosso ego real jamais poderá alcançar. À medida que o primeiro (ego ideal) "se acha" o segundo (ideal de ego) é o que se quer ser. O ideal de ego é consequência da identificação narcisista com os pais ou seus substitutos.
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Finalizamos esta pequena introdução com a definição que Laplanche e Pontalis apresentam sobre o assunto: “o narcisismo primário designa um estado precoce em que a criança investe toda a sua libido em si mesma. O narcisismo secundário designa um retorno ao eu da libido retirada dos seus investimentos objetais". Pois é, em Freud o narcisismo primário é o narcisismo normal dos primeiros tempos da mente humana que toma a si mesma como objeto de amor. Já o narcisismo posterior, isto é, o narcisismo secundário seria um retorno do investimento libidinal depositado nos objetos (mundo externo) de volta ao ego. O narcisismo secundário é o narcisismo propriamente dito que vemos em situações megalomaníacas e psicóticas. Mas isto é tema para continuarmos nossa introdução em post outro a ser publicado em breve.

Joaquim Cesário de Mello