quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

ESPAÇO DO COLABORADOR






Fico aqui parada. Olhar fixo. Só a respiração movimenta meu corpo e denuncia que estou viva.

O pensamento vagueia em torno de um mesmo tema, qualquer tema, não importa.


O que importa é a vontade de não se fazer notar, de nem mesmo pensar, desejar, respirar.

A vida dura muito tempo. Quem sabe assim ela passe mais rápido. Dormir me ajuda. Finjo que morri e portanto não há o que ser pensado ou sentido.
Passo horas assim, já passei dias, mas não consigo mais, tudo é silêncio, nada importa, não há dor, não há nada.



Porém passa. É só uma fuga para a dor. Vontade de arrancar meu próprio coração e encará-lo, com ódio e aos poucos ir apertando as mãos, esmagando aquele órgão maldito que me faz viver. Sentir seu sangue escorrer pelos meus dedos enquanto meu próprio corpo vai perdendo as forças.


Quando nada mais pulsar, quando nenhuma gota de sangue restar, eu e ele cairemos no chão. Meu corpo contorcido, com meu coração firmemente esmagado entre meus dedos que seria impossível tirá-lo de minhas mãos e no meu rosto um sorriso indefinível.

Alice Lima

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

AVISO AOS NAVEGANTES II




Sim, sabemos que em tempo natalinos e de festividades alegres de final de ano ninguém de sã consciência está a se preocupar em estudar, afinal são férias. Estamos de férias, porém a vida não. Os prazos continuam no tique-taquear dos relógios. Os relógios deviam parar e só retornarem após janeiro, este mês gregoriano de verão onde os antigos celebravam Jano que era o deus pagão da dupla face: uma olhando para trás e outra olhando pra frente. Comemoremos, pois, o deixar dos calendários para trás, mas não esqueçamos de lembrar no amanhã. E é de amanhãs que o início de janeiro se propõe.



2014 promete ser um ano de muitos concursos (vide ALEPE, Prefeitura de Jaboatão, Câmara Municipal do Recife e por aí vai). Para muitos são oportunidades a serem aproveitadas. Neste sentido e para este sentido o IAF-Instituto Integrado de Apoio à Família estará, durante o mês de janeiro próximo, todas às segundas-feiras de 08:00 às 11:00 hs., promovendo um CURSO PREPARATÓRIO PARA CONCURSO NA ÁREA DE PSICOLOGIA CLÍNICA. O mesmo será ministrado pelo professor e psicólogo Joaquim Cesário de Mello. As vagas são limitadas e o valor cobrado do investimento será de R$ 50,00 (revertido a uma instituição de caridade), com direito a apostila exclusiva elaborada para tal. O programa (com dicas, bizus, provas de concursos anteriores comentadas, simulados e exercício de fixação) engloba as seguintes temáticas (focadas em tópicos mais recorrentes em concursos anteriores):

TEORIAS DA PERSONALIDADE: Freud, Jung, Melanie Klein, Winnicott, Behaviorismo, Psicologia Interpessoal, Rogers, Erickson, Humanismo

PSICOPATOLOGIA: neuroses, psicoses, transtorno psíquicos e de personalidade (com base no CID-10 e DSM-V)

ABORDAGENS PSICOTERÁPICAS: psicanálise, psicoterapia breve, terapia cognitiva comportamental, abordagem centrada na pessoa, psicoterapia interpessoal, entre outras

PSICODIAGNÓSTICO: entrevista clínica, anamnese, diagnóstico nosológico e dinâmico.



A quem interessar possa,  IAF está localizado na Rua Visconde de Suassuna. 871, Boa Vista, Recife, fone: 30747549. Ou através de Joaquim Cesário: 9977.6433. Lembremos que serão 12 horas/aula e que começará impreterivelmente na segunda 06/01/2014, pontualmente.

Feliz 2014. Mas também feliz 2015, 2016, 2017, 2018, 2019....



domingo, 22 de dezembro de 2013

O MÍNIMO EXIGÍVEL




Quantas vezes, arrogantemente ou não, vi-me olhando com ares de pseudo-superioridade para alguém ou alguma coisa e debochadamente pensando "que mediocridade!"? Possivelmente incontáveis vezes, confesso. Mas, afinal, o que é mesmo mediocridade? E lá vou eu pensar com meus botões, botando as mãos e a mente na massa pra pesquisar. Quem sabe consiga ao final compreender melhor minha própria mediocridade.

Pejorativamente mediocridade tem a ver com pobreza e pequenez. Porém, Oscar Wilde dizia que para ser popular é preciso ser medíocre. Por sua vez o escritor e poeta latino-americano, conhecido pelo pseudônimo de Sofocleto, escreveu que "a mediocridade é a arte de não ter inimigos". Porém Sofocleto era também humorista. O que ele afirma é uma piada ou é um fato? Ironia por ironia que tal Abraham Lincoln: "Deus deve amar os homens medíocres. Fez vários deles". Até agora isto não me ajuda. Continuo na mesma indagação inicial: o que é mesmo mediocridade? 
Ao pé da letra medíocre significa mediano, médio. E estar na média é nem ser bom nem ser ruim, nem ser grande nem ser pequeno, apenas algo intermédio e central. Todavia, o uso do termo, popularmente falando, representa conotações negativas do tipo: abaixo da média, de pouco valor ou pouca qualidade, ordinário, vulgar e insignificante. Neste sentido uma pessoa medíocre é aquela que não detém qualidades suficientes para se sobressair e se destacar. Alguém, portanto, sem excelência, talento ou mérito. Isto, contudo, não é o mesmo de "burro" ou ignorante, talvez aquele que não evoluiu o suficiente. 
Por ser média, a mediocridade está em praticamente toda parte. Dizem que a proximidade com a mediocridade gera mediocridade. Há, inclusive, um livro chamado O Homem Medíocre, de José Ingenieros. Nele o autor filosofa sobre a natureza humana e destaca a cultura da mediocridade que impera contemporaneamente. Para ele o homem medíocre vive a rotina sem reflexões e idealismos, imerso em seu mundinho quase vegetativo. "Muitos nascem, poucos vivem - escreve Ingenieros - ... são inumeráveis e vegetam, moldados pelo meio como cera fundida no cadinho social".E continua, contundentemente: "o homem medíocre é uma sombra projetada pela sociedade; é, por essência, imitativo, e está perfeitamente adaptado para viver em rebanho". Em resumo domesticados, alienados e convencionais. Não fazem ondas, pouco ou nunca questionam, vivem o fácil e o imediato, são bovinos e se nivelam por baixo, embora sequer percebam
que assim o fazem. Afinal, questiona pertinentemente o escritor e ensaísta português Vergílio Ferreira quando se pergunta "como é que um tipo que é medíocre há-de saber que é medíocre, se ele é medíocre?" É, pode ser que o mundo esteja impregnado de pessoas medíocres que não se acham medíocres. Será que a maioria está certa? Se for pela ótica de Ingenieros não. Trata-se de uma massa acrítica, subtraída à curiosidade sábia. São prosaicos encouraçados das suas insignificâncias por meio da coesão com a maioria. Assim, não dói ao medíocre ser medíocre, pois ele nem sabe que é. 
Há um outro lado da questão a se ponderar, ou seja, uma sociedade (coletividade humana) subsistiria sendo ela constituída de sábios e gênios? Não é a mediocridade algo necessário para preservar a estabilidade e o tecido social? Em uma matéria publicada pela revista Superinteressante o psiquiatra espanhol Luis de Rivera destaca três tipos de mediocridade, a saber: a comum, a pseudocriativa e a inoperante ativa. A primeira é inócua e tem como sintoma principal a hiperadaptação e a falta de originalidade. Refere-se a pessoas que não se esforçam para além de um mínimo exigível. É como afirma o escritor inglês William Maugham "estão sempre no seu máximo". Já a segunda necessita aparentar uma originalidade que não possui (predomina-se o plágio) e nada de inovador realmente há, enquanto que na terceira predomina o sentimento de inveja e há a incapacidade de reconhecer a genialidade alheia, muitas vezes sendo agressiva e destrutiva quanto a mesma (mediocridade maligna). Seja lá como for parece que a mediocridade é um mal (ou um bem) necessário, mormente por seu caráter agregador. A mediocridade, pois, é a multidão sem rosto.
Alguém já disse que mediocridade não é destino, mas escolha. Discutível. Desde cedo somos bombardeados por todos os lados por estímulos fomentadores de "mentes medíocres". O próprio consumismo e sua lógica é geradora de seres humanos medíocres. Como dizia no começo do século passado o psicólogo e sociólogo Gustave Le Bon "a grande massa humana nenhuma resistência opõe e segue as crenças, as opiniões e os preconceitos de seu grupo. Ela obedece-lhe sem ter mais consciência do que as folhas secas arrastadas pelo vento".
Não sei se poderíamos falar de uma psicologia do homem medíocre, mas se ela existisse provavelmente abordaria a mansidão do pensar e a ausência da capacidade de engendrar ideais próprios. O medíocre pensa que pensa pensamentos seus, porém pensa pensamentos alheios. E talvez por isso - por sua ignorância da própria mediocridade - ele é tão fácil de enganar. A excelência embora lhe passe à distância é, como bem diz o poeta Fernando Pessoa, um homem que por dentro se acha coroado imperador. É dele igualmente a percepção de que "o homem vulgar, por mais dura que lhe seja a vida, tem ao menos a felicidade de a não pensar". 
É, tá na hora de ir ao shopping comprar presentes de natal. Depois, cansado, deitar-me com um abestalhado sorriso de satisfação de dever cumprido e esperar dormir para sonhar sonhos extraordinários de um homem fatal. Medíocre são os outros. Eu? Bom, eu sou excelente. E se não sou ainda um gênio ou sublime, em breve deverei ser. Boa noite e feliz natal...


Joaquim Cesário de Mello

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

VALE A PENA VER DE NOVO


 A palavra felicidade é uma palavra por demais desgastada. Todos a querem, sempre quiseram e não é um fenômeno da atualidade – esteve na aspiração de todas as pessoas em diferentes momentos da história da civilização.  Se hoje ela é supostamente alcançada através de pílulas da medicina ou das palavras dos psicoterapeutas, na Idade Média, por exemplo, numa época em que não havia farmácias ou consultórios, havia caldeirões de feiticeiras e druidas que produziam substâncias ou palavras mágicas que tinham algum efeito terapêutico sobre a felicidade. Por trás dessa magia medieval, contudo, muitos desses feiticeiros eram julgados como hereges, transgressores ou como endemoniados justamente por trazer dádivas que feriam, por assim dizer, as Leis da Natureza ou a Lei de Deus, como se o desejo mais transgressor fosse corromper as destinações da condição humana em função da felicidade. Desses magos sobreveio os alquimistas e acrescento, alguns cientistas.

Seriam os cientistas os novos vendedores de felicidade da atualidade? Seriam transgressores? Cabe lembrar que nem sempre a ciência vai responder sobre as coisas da vida da maneira como desejamos. Muitos cientistas, pelo contrário, nos jogou um banho de água fria com suas descobertas: Galileu, Copérnico, Darwin, entre outros, foram questionados e excomungados justamente por trazer à tona não propriamente a infelicidade, mas uma nova cosmovisão que nos diminuía e nos colocava num lugar insignificante e finito perante o universo. Os pesquisadores e profissionais da área de saúde, contudo, podem ser visto de modo diferente. É possível que os profissionais médicos, psicólogos ou enfermeiras tenham justamente escolhido estas profissões com objetivo de propiciar bem-estar àqueles que iriam assistir. Imaginemos que um cliente nos venha perguntar sorrateiramente: serei feliz com esse tratamento? O que responderíamos?  Claro que gostaríamos de fazer todas as pessoas felizes, mas seria por demais pretensioso prometer isso até porque felicidade é uma palavra que, apesar da doçura, não se qualifica ou quantifica  ou ainda não corresponde, muitas vezes, ao que de fato querermos. Sabe-se de uma situação análoga ocorrida com Freud em que uma paciente haveria questionado se seria feliz e que teria respondido que iria transformar a infelicidade da paciente em uma "infelicidade comum". Freud se mostrava pessimista em relação à alegria da condição humana – no artigo “Mal-estar na Civilização” disse categoricamente que o projeto de “Criação” não havia contemplado a felicidade.

O que dizer então da pílula da felicidade. Na verdade, são várias pílulas da felicidade. Talvez pudéssemos resumir de maneira grosseira que entre as fórmulas da felicidade estaria os ideias epicuristas: ausência de dor, tranquilização (ataraxia) e busca do prazer. Será que a felicidade poderia estar no balcão de uma farmácia? Há algum tempo foi feito uma pesquisa que mostrava o ranking das marcas de remédios mais vendidas e são elas: dorflex, rivotril e cialis, respectivamente, um analgésico do corpo outro da alma e um fármaco que trata disfunção sexual masculina – de certo modo, três substâncias que fecham o axioma epicurista. Somos mais felizes hoje, então? Somos mais felizes por ter acesso à tecnologias sofisticadas, a botões eletrônicos, controle remotos, imagens virtuais, carros, aviões? Não. Não há nada que afirme que somos mais felizes que o homem medieval. Absurdamente na história da humanidade não há como mensurar um suposto “índice” de felicidade. Na verdade, temos a sensação de nunca fomos tão infelizes quanto hoje (sozinhos, competitivos ao excesso, instáveis afetiva e profissionalmente, dependentes químicos, atormentado pela velocidade da vida). Como disse, temos uma sensação, porque se olharmos de perto possivelmente não haverá diferenças significativas entre os diversos momentos históricos para o que vivemos. “Sensação” talvez seja a palavra que dê um tom ambíguo ao nosso julgamento, pois se trata de um elemento puramente subjetivo, muitas vezes em desacordo com a realidade.

Uma vez, tarde da noite, assistindo a um desses documentários de TV a acabo, vi algumas informações curiosas sobre nossa percepção do tempo. Quando houve o terremoto do Haiti vários estudiosos disseram que houve uma fissura no planeta que teria encurtado o dia em toda a terra... “Seria isso a justificativa para a vida ficar cada vez mais atribulada?”, Questionava o apresentador. “Não”, disse um cientista com aspecto nerd, “se fôssemos usar o parâmetro do tempo humano com a astronomia, teríamos pelo contrário, mais disponibilidade de tempo porque o processo de expansão do universo, cada vez mais lento, poderia dar impressão de vagareza.”, concluiu. O que faz a diferença entre o tempo, felicidade e outras de nossas aflições é justamente nossas impressões subjetivas. Nesse mesmo documentário, perguntou-se as pessoas que vivenciaram o terremoto quanto tempo teriam durado os abalos e praticamente todos erraram no tempo, alargando ainda mais a duração da catástrofe. Teríamos tendência a experienciar mais o aspecto trágico da vida? Se fôssemos assim , viveríamos a vida com o que Freud denominou de "masoquismo moral" e, desse modo, não teríamos qualquer vocação para a felicidade, seríamos todos  tristes e infelizes. Prefiro, contudo, fazer dessa discussão utilizando-me de uma frase de Guimarães Rosa: "infelicidade é uma questão de prefixo".

(originariamente publicado em 28/10/2012)

Marcos Creder

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

SUGESTÃO DE FÉRIAS




Cresci assistindo seriados americanos na televisão. Desde Perdidos no Espaço, Bonanza, Túnel do Tempo, A Feiticeira, Combate, Agente 86, Terra de Gigantes... e, chegando à adolescência, Kojak, O Homem de Um milhão de Dólares, Kung Fu, Baretta, Columbo, entre outros. Revendo-os percebo como eram bobinhos, mas condizentes com minha faixa etária de então. O forte da industria de entretenimento era o cinema. E foi lá que encontrei os filmes e temáticas relacionados ao mundo adulto, quando adulto comecei a ficar. O que tinha de melhor (atores, diretores, roteiristas) estava no cinema. A coisa agora mudou. É na televisão, mais precisamente nos seriados americanos, que encontramos o que há de mais criativo, empolgante, inteligente e maduro no circo do audiovisual. Cinema americano tornou-se praticamente território infanto-juvenil, exceto pelo cinema independente, fora do circuito hollywoodiano, e raríssimas exceções. Vivemos a era dos Harry Potter, Piratas do Caribe, Crepúsculo, X-Men, Homem-Aranha, Titanic, Os Vingadores, Não vemos mais filmes do porte de O Poderoso Chefão, Taxi Driver, Apocalypse Now, Noivo Neurótico Noiva Nervosa, Operação França, Um Dia de Cão, O Franco Atirador, Cinzas do Paraíso, Veludo Azul, Amadeus, Network, Todos os Homens do Presidente, Chinatown, A Conversação, Ligações Perigosas, O Homem Elefante, Reds, Missing, Conta Comigo, Wall Stret - Poder e Cobiça, e por aí vai... Bons tempos aqueles.


Os anos 70 e começo da década de 80 foram anos revolucionários ao cinema americano. Havia rebeldia e contestação, reflexão e crítica social, e muita, muita liberdade de expressão e criatividade. Diretores como Martin Scosese, Copola, Robert Altman, Roger Corman, Milos Forman, Sidney Lumet, Paul Mazursky, Sydney Pollack, John Cassavetes enchiam as telonas com histórias que refletiam os conturbados anos daqueles tempos. A diversão era igualmente reflexiva e artisticamente instigante. 
Não sei precisar o ano da virada, talvez tenha sido com Star Wars, Indiana Jones, ET ou outro filme pipoca destes. Só sei que nas últimas décadas impera a Era dos blockbusters. A lógica dos blockbusters inibe a inventividade e a beleza da arte. É a lógica puramente econômica que sufoca a experiência cinematográfica como descoberta do mundo e do Eu inserido neste mundo. O cinema, assim, é pura e tão somente diver$ão. 
A maturidade fílmica migrou para a televisão. É lá que se encontram os melhores roteiristas e, consequentemente, os melhores roteiros. A lista é enorme e começa, inevitavelmente, com Família Soprano, seguido de A Sete Palmos, Seinfeld, Nos Bastidores do Poder, Sex and The City, Roma, House, Mad Men, The Goodwife, Boardwalk Empire, American Horror Story, House of Cards, The Office, Dexter, The Corner, Game of Thrones, Homeland, Californication, Breaking Bad. Canais abertos como a NBC, por assinatura como a HBO e online (streaming) como a NETFLIX nos oferecem entretenimento inteligente. Temas polêmicos e maduros, com excelentes textos, bem escritos, bem conduzidos e com atuações antológicas. 

Hoje os seriados oferecem novos formatos e dramaturgias, conteúdos e gestão de criatividade. A quase falência criativa de Hollywood é acompanhada pelo boom de originalidade na televisão, mormente nos programas das grades dos canais fechados. Quer sair da homogenização dos cinemões de shoppings?, simples: permita-se experimentar a diversidade e a liberdade do novo que alguns bons seriados americanos estão a nos oferecer. Porém, quem quer continuar vendo o mesmo, requentado e camuflado em roupa nova, com ênfase apenas na tecnologia e nos efeitos de computação gráfica, então continue comprando seu ingresso + combo e assistindo remakes e franquias. A vida é assim mesmo, tem de tudo. Tem quem goste da mediocridade, mas tem também os mais audazes que gostam da expansão que só o inovador e o inventivo pode propiciar.

        E olhem que estou aqui somente a falar dos seriados americanos contemporâneos,  todavia não esqueçamos também dos britânicos, com roteiros igualmente bem elaborados, com aquele toque cínico, sarcástico e irônico que só o inglês sabe fazer. Citando alguns temos: Luther, Utopia, Doctor Who, Sherlock, Testemunha Silenciosa, Black Mirror e Downton Abbey, entre outras. E além da BBC tem a Eurochannel e vários seriados europeus do tipo Os Bórgias, Vênus e Apolo, O Sétimo Céu, Arne Dahl e Lilyhammer (meu xodó do momento). Tem muita coisa boa e de excelência por aí, É só sair da mesmicidade e procurar.

Pois é, e haja férias para assistir tantas séries e seriados. Façam suas escolhas. Contudo, cuidado: vicia. Vicia mais do que facebook. Podes crer!

E pra dá água na boca, vejam abaixo o trailer de House of Cards. A segunda temporada está em gestação. E eu aqui me coçando de ansiedade e expectativa...

Joaquim Cesário de Mello