quinta-feira, 10 de março de 2016

DIÁRIO DE AULA - QUÍMICA DA PAIXÃO

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Embora simbolicamente quando alguém é acometido de paixão se diz que o mesmo foi flechado no coração pelo cupido. Comumente dizemos que a paixão é da ordem do coração, porém as emoções têm sua sede no cérebro, mormente a paixão. Por isso a paixão é sentida como uma verdadeira turbulência emocional e causa uma intensa dependência na pessoa apaixonada. Um forte e irresistível desejo sexual é despertado, e inebriado o apaixonado pensa obsessivamente no objeto de sua paixão e dispende muita energia, assim como varia seu estado de humor que vai da euforia e êxtase ao desespero e ciúme de caráter patológico. Tal estado psíquico também é chamado de limerence, que significa "estado cognitivo e emocional involuntário que resulta de um desejo romântico por outra pessoa (objeto da limerência) combinado por uma intensa, avassaladora e obsessiva necessidade de se ter o sentimento correspondido". (Dorothy Tennov).
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Pois é, paixão é um desequilibrar da homeostase do cérebro. Do ponto de vista fisiológico temos uma contínua liberação de neurotransmissores, entre eles a dopamina e a noradrenalina. Como diz Cibele Fabichak, autora do livro Sexo, Amor, Endorfinas e Bobagens, "a paixão, como descrita pela ciência, é um estado fisiológico, com sintomas psíquicos e físicos, em que há uma intensa atividade cerebral e hormonal muito semelhante à do vício por uma droga, como a cocaína. O julgamento crítico, o discernimento, e a racionalidade em relação ao parceiro estão muito reduzidos, especialmente nos primeiros meses". Quem já se sentiu intensamente atraído por outra pessoa, inclusive de maneira avassaladora, sabe o que tal afirmativa quer dizer.
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A dopamina é responsável por sensações de alegria e felicidade, já a noradrenalina faz o nosso coração disparar, bem como influencia no humor, na ansiedade, apetite e sono. Outros hormônios e neurotransmissores são liberados pelo cérebro de quem está apaixonado, a saber: feniletilamina, ocitocina, vasopressina, acetilcolina, serotonina. É um verdadeiro "samba do crioulo doido" fisioquímico. De quase tudo um pouco. Alguns estudos, inclusive, apontam uma correlação da paixão com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo, visto que a variação dos níveis de serotonina ser bastante parecido com àqueles que sofrem de TOC. Para melhor aprofundar vide:

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Para quem, infelizmente, não tem tempo para estudar mais aprofunda e detalhadamente a questão, então pode dar uma lida neste seguinte texto da Revista Superintessante chamado A Química da Paixãohttp://super.abril.com.br/comportamento/a-quimica-da-paixao
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E como em nossa formação de psicólogos somos carentes de melhor informação sobre neurobiologia, aqui vai um agradável passeio didático sobre o tema apresentado pela professora Silvia Nishida denominado de NEUROBIOLOGIA DAS EMOÇÕES: SISTEMA LÍMBICO

http://www.ibb.unesp.br/Home/Departamentos/Fisiologia/Neuro/aula27.sistema_limbico_silvia.pdf

Boa viagem pelo mundo do conhecimento e bons estudos.

Joaquim Cesário de Mello


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